Por Sérgio Torres (mídia man)
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BRASIL, PAÍS DO FUTEBOL
O Brasil é o país do futebol e tem procurado trabalhar suas inúmeras equipes de categorias de base. A cidade de Jataí, no interior do estado de Goiás (região Centro-Oeste), distante cerca de 320 km da capital Goiânia, recebeu a caravana da Dom Bosco Promotion, empresa do professor Hussein Zaim, com sede na cidade de Maringá, estado do Paraná e com atuação forte no interior do estado de São Paulo, que promoveu mais uma de suas copas de futebol de categorias de base (entre clubes e escolinhas) e realizou a primeira edição da Copa Agroecológica Internacional de Futebol. Como todo grande evento que se preze, fez-se necessário um local adequado, boa participação dos inscritos, investimentos em recepção e estrutura de apoio. A pátria de chuteiras não descobre mais seus craques na rua e nem dá oportunidade e quem não tem desejo em aprender, como ocorria no passado. Hoje em dia, para vencer no mercado do futebol é preciso começar desde cedo com base escolar e boa orientação de pais e professores. Mais de 10 mil brasileiros jogam profissionalmente no Brasil ou mundo afora. Centenas de clubes e escolinhas, em todos os estados, através de um trabalho de base, preparam atletas para o mercado todos os dias. Eventos esportivos, como esses, é a oportunidade para o jovem jogador mostrar seu potencial e integrar-se com pessoas de todas as regiões, fazendo também, dessa forma, um intercâmbio cultural. Na terra de Pelé, Garrincha, Zico, Ronaldinhos, Romário, Cacá e Robinho, é preciso lutar por um lugar ao sol.
COPA EM ÉPOCA DE PAN: OITO DIAS DE DISPUTAS
Em plena época de Jogos Pan-Americanos, Jataí viveu momentos de intensas disputas. No total foram sete dias de duelos intensos e um ritmo alucinante que começaram no domingo, dia 15 (dia 14 foi só congresso técnico) e terminaram no sábado, 21 de julho, revelando o trabalho de algumas das melhores equipes de base do País. O público acompanhava os Pan pela TV e, nos campos, acompanhava a programação dos jogos desses atletas do futuro.
AGITANDO A ROTINA DA CIDADE
Jataí, com seus quase 100 mil habitantes e com economia voltada para a produção agropecuária, é uma cidade simpática que tem como maior motivo de alegria a Associação Esportiva Jataiense, time de futebol profissional local e, em seus 112 anos de história, ainda não tinha sediado um evento de tal proporção futebolística. Aliás, essa copa da Dom Bosco Promotion, teve, assim, pela primeira vez, sua realização no estado de Goiás. Os dias foram todos contados. Na quinta-feira, dia 12 de julho, parte das equipes e a comissão organizadora da Dom Bosco chegou para o lançamento da competição. Aqui, as tabelas já começaram a ser organizadas. Na sexta-feira, dia 13, a cidade vivia o clima dessa grande competição e as ruas começavam a ser tomadas por ônibus das delegações de fora. A rotina de tranqüilidade interiorana era quebrada. O corre-corre para ultimar os preparativos era intenso: alojamentos, refeitório, translados, campos de futebol, dentre outras coisas. O foco da atenção da equipe da Secretaria dos Esportes e Turismo-SETUR e da Dom Bosco Promotion era total. No sábado, dia 14, chegaram quase todas as delegações e, no final da tarde, no clube da AABB, aconteceu o Congresso Técnico onde foi apresentada a tabela da competição e confirmado o total de participantes.
O QUE SE VIU NA COMPETIÇÃO
Foram dias de ansiedade, alegria, Euforia, dedicação, reclamações e, no final, emoção, aflição e saudade. Um evento que, de fato, deixou marcas na cidade. Viu-se de quase tudo nessa competição: belas jogadas, lances de habilidade, belos gols, jogos bons (alguns nem tanto), garotos sorrindo, outros chorando copiosamente, pais e familiares vibrando na torcida, olheiros interessados e muita agitação. Ver a disciplina e organização de tantas equipes e o sonho e a esperança de centenas de jovens talentos foi compensador. A Copa Agroecológica converteu-se uma verdadeira passarela onde desfilaram jovens craques e futuras promessas do futebol brasileiro e estrangeiro. Mas também, traduziu-se em um campo de testes em que se pôde conhecer o trabalho de grupos, técnicos, professores, preparadores físicos, auxiliares, árbitros e até da comissão organizadora, além da cidade-sede do evento. As atrações ficaram por conta dos times de observação das categorias de base do Fluminense (Rio de Janeiro), garotos do Centro de Futebol do Zico-CFZ (de Brasília), base do Vila Nova, escolinha do Vasco da Gama (Goiânia) e as equipes estrangeiras. No total, foram 113 times (em seis categorias) de 54 agremiações.
EQUIPES ESTRANGEIRAS: UM BRILHO A MAIS
Os estrangeiros, tão admiradores e fãs do futebol brasileiro, mais uma vez não perderam a oportunidade e aceitaram o convite da Dom Bosco para participarem e marcarem presença. Do Paraguai vieram, pela primeira vez, duas seleções de federações: os times A e B da categoria 95 (sub 12) da FEFUDCE (Federación de Escuelas de Fútbol del Departamento Central) e os times 94 (sub 13) e 95 (sub 12) da FEFU Clube. Todos craques. Já do Chile vieram os times 90 (sub 17) 92 (sub 15) da tradicional Academia de Fútbol Canillitas (fundada em 1938) e o time 91 (sub 16) da nova Fusion, do bairro Quilicura, ambas da capital chilena, Santiago e comandada pelo dirigente Carlos Bonfort. O grande esforço logístico também fez parte dos estrangeiros. A delegação da Fefudce viajou um dia e meio da capital paraguaia até Jataí, enquanto que chilena percorreu, de ônibus, quatro dias para participar da competição (e mais quatro para voltar a Santiago). Só que antes de regressarem, os chilenos ainda aproveitaram para fazer turismo pela cidade e chamar a atenção.